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Nove dicas para você aplicar a empatia nos relacionamentos e nos negócios

“Não é sentir pelo outro, mas sentir com o outro. quando a gente lê o roteiro de outra vida. é ser ator em outro palco. é compreender. é não dizer "eu sei como você se sente". É quando a gente não diminui a dor do outro. é descer até ao fundo do poço e fazer companhia pra quem precisa. não é ser herói, é ser amigo. é saber abraçar a alma.” João Doederlein


Blog escrito pelo consultor e palestrante Carlos Escudeiro


EMPATIA, você já deve ter percebido que esta palavra anda bem na moda, agora será que todos nós temos a consciência do real significado dela?

Logo na abertura eu trouxe uma ressignificação de João Doederlein (mais conhecido nas redes pelo seu pseudônimo Akapoeta) que entendo ser a que melhor representa a minha forma de pensar sobre o tema.

Que grandeza de alma esse carinho, de não julgar, criticar ou até mesmo minimizar o sentimento do outro.

É estar presente para apoiar e mostrar que você está ali sem qualquer interesse e dizer sem palavras, eu estou aqui.

Agora voltando um pouco no tempo qual o seu entendimento sobre empatia?

Você se considera uma pessoa empática?

Quais suas atitudes que levam a ter esta postura?

Ela serve apenas para as relações pessoais ou são importantes também na vida profissional?

Pois bem, são tantas perguntas e espero trazer neste blog não só algumas questões de reflexão, mas também dicas e um exemplo que me serviu para a vida toda.

Ao contrário do que se pode pensar, a palavra não expressa um sentimento, mas sim um comportamento observado em cada um de nós

Outra definição, esta mais acadêmica é de que Empatia é a capacidade de enxergar-se no lugar de outra pessoa, com vontade de compreendê-la, sem fazer pré-julgamentos.

Ainda segundo o psicólogo americano Carl Rogers (que deu origem a terapia da Abordagem Centrada na Pessoa) ser empático é ter a capacidade de ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele.

Isso é, se despir literalmente de todo e qualquer tipo de julgamento.

Agora neste mundo cada vez mais distante, sim, por todas as definições que vivemos atualmente seja tecnológica ou por conta da escassez de tempo e até mesmo da pandemia, será que praticamos a empatia em nosso dia a dia?

Imagine uma cena de nosso cotidiano (infelizmente). Uma pessoa te aborda na rua perguntando se você tem alguma moeda para dar.

Talvez você não tenha, faz parte, a vida está difícil para todos, agora o importante é acolher bem a quem lhe pede ajuda, temos que ter respeito as dificuldades do outro, as vezes pode ter sido a única solução que esta pessoa encontrou e posso acreditar, que se tivesse outra opção ele não estaria naquela situação...

Bem, agora você pode dar algumas moedas, e na minha opinião, parabéns pelo gesto já que conseguiu enxergar que poderia ajudar de alguma forma alguém.

Agora podem ter pessoas que pensam, poxa tão forte, por que não vai trabalhar? Ou, será que não vai gastar o dinheiro com pinga?

Como existem aquelas pessoas que fingem não perceber, desvia a atenção ou responde sem olhar para a pessoa que está com pressa ou ocupado.

O que está por trás destas atitudes?

Simples de responder, o nosso julgamento, e como as vezes ele é frio, cruel e calculista.

Não quero, longe disso, pregar qual é a atitude a ser seguida, agora com este exemplo procuro trazer para sua reflexão como isso é difícil nos dias de hoje.

O alicerce do julgamento está preso há anos e anos de experiências que cada um de nós carregamos nesta vida, face nossas vivências, crenças, educação e contexto sócio cultural.

Agora alguns podem estar pensando, eu sou assim e não quero mudar, a pergunta que lhe faço é o quão bem poderia lhe fazer agir diferente. E olha que eu posso estar errado também, tudo bem, agora dá para tentar ser diferente?

Será que uma mudança na nossa forma de agir e pensar não pode melhorar nossas relações?

Quais os benefícios de ter um olhar empático as situações e pessoas no dia a dia?

A primeira delas que posso citar é que você terá menos stress, pois irá se desprender de todo e qualquer sentimento tais como dó, angústia, raiva, impaciência e tantas outras. Só por isso já valeria a tentativa não é mesmo?

No relacionamento com seus amigos a empatia fortalece a confiança. As pessoas se abrem mais e conseguem construir vínculos pautados pelo respeito a verdade do outro. Isso solidifica a amizade.

Na família, a convivência torna-se mais leve e no trabalho quem tem empatia consegue expor melhor suas ideias sem invalidar a contribuição de cada colega, alcançando êxito no trabalho em equipe.

Percebe quantos ganhos?

É importante dizer que ser empático é ser um bom ouvinte. É ter disponibilidade para conhecer a realidade do outro inclusive o que não é dito, mas que pode ser percebido no tom de voz ou no olhar.

Ser empático é estar atento as necessidades do outro e se colocar à disposição pois de fato se importa com suas dúvidas e dores.

Simples dizer, tratam as pessoas como esperam ser tratadas e perceba este não é um exercício só de dar, agora alguém tem que começar a puxar a corrente não é mesmo?

A empatia torna igualmente melhor o cotidiano de quem se dispõe a cultivá-la em suas relações, produzindo um impacto positivo em sua vida.

Agora como disse lá no início, empatia é um comportamento e não um sentimento, então podemos treinar para nos tornarmos mais empáticos.

Conheça 9 dicas para você começar a praticar a empatia.

1) Sorria, sorria com o coração, demonstre leveza e interesse genuíno pelo outro.

2) Pratique a escuta e junto com a prática da escuta vem a paciência, pois lembre-se não é o que você imagina (carregado de julgamentos ou convicções) esteja realmente presente e atento.

3) Conviva com o diferente, compreenda que cada pessoa é única e respeite essas diferenças, cada um de nós tem visão distinta ao outro mesmo que na perspectiva de um mesmo evento.

4) Utilize frases de reforço e apoio, tais como EU TE ENTENDO, IMAGINO E RESPEITO O QUÃO DIFICIL DEVE ESTAR SENDO PARA VOCÊ, MESMO EU NÃO TENDO ESSA EXPERIÊNCIA TENHO CERTEZA QUE VOCÊ PODE RESOLVER ESTA QUESTÃO, SEI QUE VOCÊ É FORTE, VOCÊ PODE...

5) Não julgue, as pessoas que mais julgam são normalmente aquelas que tem menor conhecimento de si mesmo.

6) Evite olhar para o outro com base nas suas opiniões valores e sentimentos.

7) Seja gentil, se não puder dar atenção naquele momento, as pessoas entendem que todos temos uma série de compromissos e responsabilidades, agora expresse isso de maneira cordial e delicada, marque um melhor horário, demonstre sua preocupação e deixe claro que quer estar inteiro e este não é o melhor momento. A pessoa irá ficar grata e irá compreender a situação.

8) Utilize a linguagem corporal, eles são altamente eficazes, sei que no momento estamos evitando o contato físico agora um olhar, um abraço as vezes vale mais que 1000 palavras.

9) E a minha última dica, quer de fato exercitar a empatia, faça com pessoas que te irritam. Pois é, pessoas que nos irritam respondem de maneira muito diferente de nós e este é um belo exercício, com certeza você começara a entender o porquê de serem tão diferentes.

Agora qual a importância da empatia nos negócios e na relação com seus clientes?

Quais os benefícios?

- Aumento da satisfação dos clientes, principal fator para a fidelização e atração de uma marca.

- Imagem positiva da empresa perante os clientes e o mercado geram promotores espontâneos de seu serviço ou de sua marca.

- Fortalecimento nas relações com seu cliente, devido ao sentimento de simpatia e proximidade à sua marca.

- Garantia de compromisso e credibilidade com os clientes, uma vez que são vistos como partes únicas e importantes do seu negócio, e não apenas como números.

Quando trago os benefícios e dicas de como praticar a empatia não quero ser o dono da verdade, agora uma coisa eu posso assegurar, a prática destas atitudes que não são nada fáceis pois nosso corpo pulsa o tempo todo, me tornaram uma pessoa mais tolerante, paciente e em paz comigo mesmo.

Caminhando já para o final deste, gostaria de compartilhar com você uma situação real de Empatia (ou melhor total falta de empatia) que aconteceu comigo no início dos anos 90 quando eu trabalhava como gerente de atendimento no já extinto Banco Nacional.

Já antecipo que este acontecimento mudou a minha forma de ver as coisas.

Uma certa manhã uma senhora chegou até minha mesa e já começou a conversa da seguinte forma:

“Filho só você pode me ajudar...”

Eu no auge dos meus 20 e poucos anos, gerente de banco a primeira coisa que pensei foi, lá vem pedir alguma coisa...

Ela se sentou (eu não convidei, e que audácia dela não é mesmo?) afinal de contas sou Gerente do Banco (como eu era pequeno e não sabia).

Aí ela falou, “Eu preciso falar com o Ayrton Senna, eu passei em outras 2 agências e me informaram que a diretoria ficava aqui e só aqui Eu poderia conseguir algo”.

Naquele momento pensei, que maluca (perceba eu julgando o tempo todo) e ai ela me contou o porquê precisava falar com o Ayrton Senna.

Sua filha precisava de um transplante só que este procedimento era muito caro e que ela tinha certeza que se conseguisse falar com o Ayrton ele iria ajudar.

Naquele momento fiquei tocado com o choro daquela mulher e resolvi ligar para a secretaria do diretor de marketing do Banco que ficava no prédio e expliquei a situação.

Ela rapidamente disse que não via nenhum sentido naquele pedido e que eu deveria “dispensar” aquela pessoa, então eu falei para ela conversar com o diretor e ver se poderíamos ajudar de alguma maneira, e pedi um retorno.

Ela retornou? Não, então passados uns 10 minutos liguei novamente e ela falou que era aquilo mesmo, aí eu insisti para falar com o diretor pois aquela pessoa não iria sair da minha mesa. (até aqui não sei se meu sentimento era de realmente ajudar ou simplesmente me livrar daquela situação)

Resumindo consegui falar com o diretor, ele me disse que não poderíamos interferir numa situação dessa, só que ele pessoalmente faria contato com o Instituto Ayrton Senna e me retornaria.

Passados uns 15 minutos ele retornou dando o endereço do Instituto, porém avisou que eu deveria orientar a pessoa que lá eles não faziam atendimento pessoal e que qualquer situação era para enviar uma carta.

E assim o fiz.

Agora vem o desfecho da história, passados uns 4 a 5 meses uma senhora chegou novamente a minha mesa e perguntou se eu lembrava dela e por incrível que pareça me lembrei de imediato, ela sentou à mesa e estava com sua filha e disse, você foi o anjo que apareceu em minha vida , hoje minha filha está aqui por que você acreditou em mim e me ajudou e como temos retorno no médico vim aqui para ver se te encontraria para agradecer a sua ajuda, você salvou a vida de minha filha.

Que pancada, até hoje me emociono com esta história e tenho orgulho de contar pois isso me ensinou uma grande lição, o que parecia banal para mim era a razão de viver daquela mãe, me faltou muita empatia, agora que bom que eu aprendi a lição.

E essa é a reflexão que deixo, quem somos nós para julgar ou sentenciar os sentimentos dos outros?

Não é fácil praticar a empatia, especialmente em meio a uma vida tão agitada, pandemia e tantas outras coisas. Mas, com persistência, é possível realizar pequenas mudanças de comportamento e, aos poucos, perceber as melhorias no relacionamento em família, no trabalho ou entre amigos.

Hoje acredito no poder que temos de melhorar o mundo, mesmo que este mundo seja apenas uma única pessoa.

Mude o seu dia, pratique a empatia.


Eu sou Carlos Escudeiro, palestrante, facilitador de treinamentos empresariais e especialista em crédito para empresas com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro e autor do podcast Seu Escudeiro, você no controle de sua vida, lá abordo os temas de Inteligência Emocional, Negociação, Liderança e Estratégia, quer saber mais ou fazer contato comigo acesse www.seuescudeiro.com.br


Agradecemos a contribuição do amigo e palestrante Carlos Escudeiro ao blog da Fluir e vamos agora ao resumo semanal do mercado financeiro


RESUMO SEMANAL DO MERCADO FINANCEIRO

BOLSA DE VALORES

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira (14) acompanhando as altas do exterior, fechando com 0,97% e 121.880,82 pontos. O volume financeiro do dia totalizou R$ 37,9 bilhões.

No país, a principal notícia foi o resultado da Petrobras (PETR3; PETR4) no primeiro trimestre, com um lucro líquido de R$ 1,17 bilhão.

Na semana o indicador ficou negativo em 0,13%, porém no mês de maio o índice está em alta de 2,51%. No ano de 2021 o Ibovespa apresenta uma alta de 2,41%. Nos últimos 12 meses o Ibovespa apresenta uma variação positiva de 57,15%.

Maiores altas: LEVE3 (+14,54%), GGPS3 (+14,21%), CASH3 (+11,46%), MTRE3 (+7,61%), TCSA3 (+7,43%), HBOR3 (+7,43%).

Maiores baixas: TPIS3 (-16,45%), EUCA4 (-7,40%), POSI3 (-5,95%), RANI3 (-5,13%), IRBR3 (-5,08%), USIM5 (4,96%)

DÓLAR

Após duas altas seguidas, o dólar à vista fechou nesta sexta-feira (14) cotado a R$ 5,271 para venda, com queda de 0,8% no dia. Na semana, o dólar fecha com uma leve alta de 0,8% e uma queda de 2,95% no mês de maio.

No ano de 2021, o dólar está com uma alta de 1,58% e, nos últimos 12 meses, a rentabilidade do dólar está negativa em 10,68%.

FUNDOS IMOBILIÁRIOS FIIs

IFIX: o índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários, fechou esta sexta-feira (14) praticamente de lado em -0,05%, fechando o dia aos 2.826,10 pontos. A semana e o mês de maio também apresentação rentabilidades negativas em 1,07% e 1,23% respectivamente.

No ano de 2021 o índice apresenta ligeira queda de 1,53%, porém, nos últimos 12 meses, a rentabilidade está positiva em 10,25%.

OURO

A cotação do grama do Ouro em leve alta nesta sexta (14) de 0,21% cotado a R$ 312,51. A cotação do ouro fecha com alta de 1,2% na semana, mas no mês de maio a variação está negativa em 2,69%.

Neste ano de 2021 o Ouro está com uma perda de 1,18% e, nos últimos 12 meses, a cotação do ouro tem uma queda de 3,33% no período, quando o grama estava cotado em R$ 323,26.








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