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O ecossistema dos pequenos e médios negócios agoniza diante de um embate entre política e economia

"Adam Smith disse que o melhor resultado é quando todos no grupo buscam o que é melhor para si, certo? Incompleto. Incompleto. O melhor resultado acontece quando todo mundo no grupo faz o melhor tanto para si, quanto para o próprio grupo." frase de John Nash, prêmio Nobel de Economia, extraída do filme Uma Mente Brilhante, sobre a teoria dos jogos

Nesta semana nos deparamos com uma frase, de uma apresentadora de um telejornal, que chocou uma sociedade que está em desalento e empreendedores de pequenos e médios negócios, que estão com os seus estabelecimentos fechados, quando a apresentadora despejou a frase: o choro é livre! se referindo à uma parte da sociedade e empreendedores que não conseguem ou não querem cumprir o lockdown.

Esta resposta, permeada de insensibilidade com a grave situação econômica do país, causou e causa revolta.

Também, da mesma forma, parece que todos os políticos e a mídia estão focados apenas em eleições municipais, estaduais e na presidencial, mas só esqueceram de um ponto essencial: o Cidadão não foi informado sobre isso e sequer está sendo este o foco da sua preocupação neste momento.

A Sociedade como um todo quer e necessita de coisas muito mais simples e efetivas, que procurem dar soluções imediatas ao momento que está sendo vivido.

Vamos tratar de alguns aspectos que estão sendo muitos discutidos, porém ainda distante de soluções:

1) POPULAÇÃO VACINADA

A população quer ser vacinada, para poder retomar o seu cotidiano. O empreendedor, para assim poder manter o seu estabelecimento aberto e continuar a vender os seus produtos e serviços, e o Cidadão, a possibilidade de continuar ou conseguir trazer o sustento para a sua casa, seja com registro de emprego ou trabalhando por conta.

A parte ruim, pois conforme o mapa abaixo do Opera Mundi com o % da população já devidamente vacinada com a segunda dose, atualizado até o dia 18 de março, esta questão ainda vai demorar.

Conforme o mapa acima, tirando a exceção de boa gestão de Israel, os quatro outros países melhores posicionados neste ranking chegaram apenas em menos de 15% da população vacinada pela segunda vez. No Brasil, conforme este mesmo ranking, apenas 1,6% da população já foi vacinada pela segunda vez e tivemos que presenciar vários "jeitinhos brasileiros" de aproveitadores que se auto denominaram "linha de frente" e furaram a fila, olhando apenas para si e esquecendo que até os seus pais ainda nem tinham tomado. Vergonhoso!

2) AUXÍLIO EMERGENCIAL + LINHAS DE CRÉDITO COM TAXAS SUBSIDIADAS

Estamos num cenário de quase 15 milhões de desempregados e isso sem contar os trabalhadores do mercado informal e dos motoristas e entregadores de aplicativos, que trabalham, mas sem nenhum amparo trabalhista. Há excesso de oferta de trabalhadores para esses mercados e, com isso, os empregadores reduzem cada vez mais as remunerações dessas atividades.

O nosso país arrecada de tributos, em média, conforme dados prévios do Impostômetro, quase R$ 7,5 bilhões diários. A estimativa é que o Governo gaste algo em torno de R$ 35 bilhões para este novo pacote o que irá comprometer apenas 5 dias desta arrecadação diária.

Quanto às linhas de crédito, poderiam ser criadas linhas específicas de crédito, para este período da pandemia, com pagamentos de longo prazo, taxas reduzidas e com a presença dos Bancos privados e públicos.

Na parte das empresas, em outubro do ano passado, o BNDES divulgou que liberou algo em torno de R$ 60 bilhões em crédito para 80 mil pequenas e médias empresas, porém, esse número é insuficiente diante de mais de 11 milhões de empresas no MEI e quase 8 milhões de pequenas e médias empresas.

Falta maior clareza e transparência para realmente compreender como esse dinheiro foi distribuído aos Bancos e o perfil das empresas beneficiadas.

3) CRITÉRIOS POLÍTICOS MAIS CLAROS SOBRE O QUE É O OU NÃO AGLOMERAÇÃO

Já foi abordada está questão no blog da semana passada. Está claro que precisamos evitar eventos que causem aglomerações, porém não consigo compreender uma pequena loja de roupas do bairro, ou uma pequena barbearia que, quiçá numa crise dessa receba clientes, e atendendo a todos os protocolos, ter seu ponto fechado devido uma possível aglomeração. Muitos trabalhadores, vivem de comissões e ganham por atendimento/produtividade. Se estas atividades são impedidas, milhares de pessoas ficam sem renda, por isso da urgência do item 2. Os pequenos e médios negócios são os grandes responsáveis pela geração de empregos em nosso país.

4) GERAÇÃO E MANUTENÇÃO DO EMPREGO E RENDA + EDUCAÇÃO

Não podemos esquecer que, bem antes da pandemia, o nosso país já tinha um saldo de pessoas desempregadas de 12,6 milhões de pessoas. Com a pandemia este cenário só se agravou, como já citado no item 2.

Da parte do Governo, um caminho seria o desonerar os tributos sobre a folha de pagamento, pelo menos por este ano, contanto que as empresas mantivessem os trabalhadores empregados. Um outro ponto seria o de abrir um Programa de geração de Emprego (semelhante ao do Jovem Aprendiz) que empregasse trabalhadores das mais diversas idades que perderam seus empregos na pandemia, por um tempo de contrato determinado, com encargos menores e vinculado com um programa de Curso Técnico ou de capacitação no Sistema S (Senac, Senai, Sebrae, Sesi e Sesc entre outros), onde o trabalhador também recebesse um curso online ou presencial, para se capacitar às exigência do mercado de trabalho e ao empreendedor realizar uma melhor gestão do seu negócio.

Claro, todos nós estamos ansiosos em realizar a etapa 1, porém as demais ações precisam correr rápido no congresso, devido às questões burocráticas de legislação.

5) COMPRE OS PRODUTOS E SERVIÇOS DO COMÉRCIO LOCAL

Uma sugestão para todos nós é o de incentivarmos as compras de produtos e serviços do comércio local e da nossa microrregião. Se estão fechados, verifiquem uma forma de pesquisar e comprar pelo whatsapp da empresa, instagram etc. para que esses micro e pequenos empreendedores consigam recursos para manter os seus negócios aberto.

A Fluir compreende o seu contexto e, por isso tratamos neste blog, tanto para o público com recursos financeiros para investir, como também aos que passam têm passado um momento complicado, principalmente financeiro.

Não sabemos a velocidade em que as coisas citadas acima irão acontecer, mas, disponibilizamos uma primeira consultoria diagnóstica gratuita para pessoa física ou jurídica. Entre em contato pelo nosso whatssapp ou envie um email para fluirinvestimentos@gmail.com Tudo isso feito com total sigilo e privacidade.

Uma ótima semana para todos e vamos ao resumo do mercado financeiro na semana.


RESUMO SEMANAL DO MERCADO FINANCEIRO

BOLSA DE VALORES

O pregão desta sexta (19) fechou em 116.221,58 pontos, com uma alta de 1,21% no dia, 1,81% na semana e, no mês de março, a alta acumulada está em 5,79%. O volume financeiro da sexta totalizou R$ 18,55 bilhões.

ETFs

BOVA11:

A cotação do BOVA11 (60 principais ações da B3) fechou a sexta (19) com uma alta de 1,09% e 1,81% na semana. No mês de março o ETF apresenta uma variação do BOVA11 positiva em 5,79%. Já no ano de 2021, o índice apresenta uma queda de 2,57% e, nos últimos 12 meses, tendo como parâmetro, a cotação em 19 de março de 2020 a valorização está positiva em 64,77% no período.

IVVB11:

A cotação do IVVB11 (500 maiores empresas americanas do índice S&P) teve uma queda de 1,98% nesta sexta (19) cotada a R$ 232,20. Na semana a variação também foi negativa em 2,11%, mas no mês de março o ETF apresenta uma leve alta de 0,52%. No ano de 2021 a variação do IVVB11 foi de uma alta de 10,55% e nos últimos 12 meses, tendo como parâmetro, a cotação em 19 de março de 2020 a valorização está positiva em 85,76% no período.

DÓLAR

Em uma semana marcada pelo tom mais firme do Banco Central, junto ao mercado, na condução da política monetária e por expectativa de ampla liquidez no mundo com os juros baixos nos Estados Unidos, o dólar comercial à vista fechou nesta sexta-feira (19) cotado a R$ 5,485 para venda, com queda de 1,51% no dia, -1,34% na semana e, no mês de março sua variação está negativa em -2,15%.

No ano de 2021 o dólar está com uma alta de 5,71% e, nos últimos 12 meses, apresenta uma alta de 5,56%.

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

IFIX: o índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários, O IFIX apresentou uma queda nesta última sexta (19), com uma de 0,37%, fechando o dia aos 2.819,14 pontos. E na semana fechou em queda de 0,67%.

No mês de março, o IFIX também apresenta quedas de 2,33% e 1,26% no ano de 2021. Nos últimos 12 meses, a rentabilidade apresenta alta acumulada de 22,05%.

OURO

A cotação do grama do Ouro fechou em queda nesta sexta em 1,03% cotado a R$ 307,32. A semana do ouro também foi negativa para o metal precioso em 1,3%.

Neste ano de 2021 o Ouro está com uma queda de 2,82% e, nos últimos 12 meses, a cotação do ouro apresentou uma valorização de 25,95% no período, quando o grama estava cotado em R$ 244,01.

SELIC

Nesta semana que passou, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central elevou a taxa de juros SELIC pela primeira vez em quase seis anos, indo de 2% para 2,75% ao ano.


Fontes: ANBIMA; ANFAVEA; Bullion-Rates; Capital Research; Capitalizo; CNN Business; CORECON; Dica de Hoje; Endeavor; Infomoney; Nord Research; Sebrae; Suno Research; XP Inc.

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