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O ecossistema dos pequenos negócios

"O Sonho aparece num momento difícil como um anestésico." Daniel Bergamasco



Fonte: iStock images


Nesta semana fiz algumas pesquisas e assisti a algumas lives (se alguns se cansaram das lives, recomendo reconsiderar rsrs) sobre a questão dos pequenos negócios e startups, para o enfrentamento da crise econômica. Primeiro vamos ter que separar o conceito de startups dos pequenos negócios do varejo brasileiro.

Conforme dados da abstartups há, aproximadamente, 13 mil empresas devidamente identificadas como startups no Brasil, mas afinal o que é uma startup? Num conceito geral são empresas em fase embrionária, que desenvolvem produtos e serviços inovadores, com alto potencial de crescimento e ganhos de escala. Nesta semana que passou acompanhei a uma live do lançamento do livro Da Ideia ao Bilhão, do autor Daniel Bergamasco, pela Editora Companhia das Letras, onde os convidados comentam sobre os aprendizados, adaptações e oportunidades, no período da pandemia, identificadas pelas startups. Nesse modelo de negócio (normalmente mais associado às empresas de tecnologia) há mais possibilidade de captação de recursos, através de investidores, para a escalabilidade do produto/serviço oferecido e uma aceitação maior de prejuízos na fase inicial até a maturidade do negócio, pois o olhar dos investidores está no longo prazo.

Já quando falamos dos pequenos negócios, estamos na linha dos negócios convencionais (bar, casa de bolo, loja de roupa, padaria, pizzaria, restaurante, sacolão, salão de beleza, etc.) que são os que fomentam a grande parte da nossa economia. Estamos falando, conforme números do Sebrae, de aproximadamente 12 milhões de negócios (sendo só de MEI Micro Empreendedor Individual quase 8 milhões) e que respondem aproximadamente por 52% dos empregos gerados no país. Esses pequenos negócios foram os que mais "sentiram o golpe" dos efeitos da pandemia, ao terem que paralisar suas atividades e lidarem com inúmeros protocolos, idas e vindas etc. e uma parte desses negócios fecharam suas portas, pois não tinham mais liquidez (caixa).

E qual o ponto de convergência do Ecossistema então, entre as startups e os pequenos negócios?

Vou direto ao ponto:

1) TECNOLOGIA. Não tenho números estatísticos neste momento, mas pela experiência e vivência do meu tempo de Banco e Consultoria, boa parte dos pequenos negócios não conheciam os seus Clientes e, quando fecharam as portas, perceberam que não tinham informações de quem eram os seus Clientes habituais (endereço, whatsapp, produtos preferidos, hábitos de consumo etc.), pois não faziam investimento em mídias digitais (para alguns que eu conversava sobre isso, achavam até que era "perda de tempo") e se alguns ainda tinham alguma espécie de cadastro, também não souberam o que fazer com ele. Então, você empreendedor, procure rapidamente investir em mídias digitais. Não tem volta!, pois se você, pequeno comerciante, não souber se RELACIONAR com os Clientes que estão comprando por Ifood, Rappi, Uber Eats, Loggi etc., e se beneficiar da Tecnologia, podem ter certeza de uma coisa: Essas empresas citadas e outras de tecnologia, possuem muito mais informação do seu Cliente que você mesmo. Ao terem interesse em fazer investimento em mídias digitais, aprendam a não fazer dessas ferramentas somente uma facilidade tecnológica de atender um pedido, mas sim um Canal de Relacionamento. Tenham disposição para enfrentar as dores de uma mudança de paradigma com a tecnologia.

2) CONHEÇA SEU CLIENTE: Há um princípio no mercado financeiro, devido a Prevenção à Lavagem de Dinheiro PLD, chamado Know Your Costumer KYC ou Conheça o seu Cliente, onde são dadas as dicas de todos os cuidados que o profissional do mercado deve tomar, para evitar e se proteger de golpistas, de criminosos e dinheiro obtido de forma ilícita.

E qual a relação desse princípio com o pequeno negócio? Uma parte dos pequenos negócios tem o que chamo de uma demanda passiva, ou seja, aguardam o Cliente ligar ou comparecer ao estabelecimento. Isso é quase uma estratégia de defesa, ou seja, empresa que têm o seu time todo na retranca. Faz um bom atendimento, tem um ótimo trabalho, porém não acrescentar Valor agregado no relacionamento com o Cliente.

Questões como: Por que o seu Cliente não o procurou mais? Por que ele demorou para fazer um novo pedido? Qual concorrente novo que ele conheceu e você desprezou? São estas e outras questões que os pequenos negócios devem se questionar. Exemplo: será que o dono de uma pizzaria delivery, tomou o cuidado em fazer o pedido de uma concorrente local, para saber por que é o seu concorrente é melhor avaliado?

Sim, entendo, mudar os hábitos de um modelo de negócio que sempre deu certo até então, é muito mais difícil do que uma empresa que quebrou, pois este empreendedor que quebrou terá que se reinventar de qualquer forma, agora, o estabelecimento que sobreviveu e reabriu tem que tomar muito cuidado em não voltar somente aos hábitos antigos (efeito Gabriela: eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, rsrs). Criem formas de conhecerem melhor os seus Clientes e seus hábitos, pois, podem ter certeza, os seus Clientes agora têm muito mais opções do que você imagina. Deixo uma questão para reflexão: O que o seu Cliente irá querer para os próximos anos do produto ou serviço que você oferece?

3) GESTÃO FINANCEIRA: Pensou que eu iria terminar este blog, sem falar deste assunto???Errou feio rsrs.

Um dos segredos das empresas que conseguiram enfrentar uma crise, foi a boa gestão financeira que tinham até então, pois, com o estabelecimento fechado, sem o caixa girar e com contas pra pagar, qual a fórmula? Alguns foram direto ao Banco, pois não tinham nenhum fluxo de caixa para enfrentar este período e agora tem um sócio Banco, para pagar um compromisso sei lá de quantos meses pela frente. Uma pergunta direta: O que você espera da sua empresa e seu modelo de negócio para os próximos cinco anos? Expandir? Melhorar? Abrir novas frentes? etc. Muito bem, mas como isso será feito sem dinheiro?

Cansei de ver nos pequenos negócios a prática do "empresa pobre, dono rico" ou seja, o pequeno empreendedor que sugava todo o dinheiro do seu próprio negócio, como se a empresa fosse quebrar amanhã (e alguns realmente conseguiam), queria que seu pequeno negócio desse conta do seu padrão de vida, de pagar escola, carro, viagens, restaurantes etc. Não dá! Tenha um custo fixo baixo tanto pessoal como da própria empresa, faça uma boa gestão do caixa para que você tenha como realizar seus próximos sonhos com o seu negócio. Elé é SEU! Pense no longo prazo, crie objetivos de longo prazo, pois sem você não tiver SONHOS (frase acima do Daniel) dificilmente verá sentido em cuidar melhor do caixa da sua empresa.

Também, para quem se interessar, há o livro Básico em Tesouraria escrito por mim conjuntamente com o autor Márcio Barros Souza, pela Editora Senac, destinado aos pequenos negócios, que trata das boas práticas de gestão financeira para o dia a dia.

Percebam então, que o ecossistema do pequeno negócio vai desde a casa e família do empreendedor, até os seus objetivos de longo prazo e, nisso, nesse ecossistema, além do Cliente que já foi citado, temos também outros atores importantes como: os Colaboradores (seu Time), Fornecedores, Parceiros da Logística, Parceiros das mídias digitais, Bancos e por aí vai.

Aqui está o grande propósito da Fluir. Possibilitar à sua empresa e ao seu time que cuida do financeiro, uma melhor compreensão da gestão financeira, do fluxo de caixa e investir melhor as reservas financeiras para objetivos futuros. Entrem em contato com a Fluir e será uma grande satisfação lhe atender, lembrando que a primeira consultoria diagnóstica é gratuita. Conheça os nossos serviços para os pequenos negócios.

Uma ótima semana para todos e vamos ao resumo do mercado Financeiro

BOLSA DE VALORES

A Bolsa, devido a questão da política fiscal, e efeitos do mercado externo, fechou a sexta negativa em 1,53% aos 94.015,68 pontos. No mês, o índice está negativo em 5,39%, no ano de 2020 -18,7% e nos últimos 12 meses a rentabilidade continua negativa em 7,39%. O volume financeiro da sexta totalizou R$ 18,866 bilhões.

DÓLAR

O dólar continuou com uma semana positiva e fechou em alta novamente ante o real também nesta última sexta-feira. Conforme dados da Infomoney, o dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,73% com a cotação a R$ 5,6851 na venda. No mês de outubro, o ganho foi de 1,32%, no ano já acumula uma alta de 41,44% e nos últimos 12 meses uma alta de 35,78%.

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

IFIX: o índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários, O IFIX apresentou nesta última sexta-feira (02), uma valorização de 0,21%, fechando o dia aos 2.789,15 pontos. No acumulado do mês de outubro e ano de 2020, a variação do índice é de -0,21% e -12,77%, respectivamente. Já nos últimos 12 meses a rentabilidade apresentada é de 4,19%.

INDÚSTRIA

Nesta semana foram divulgados os resultados da produção industrial brasileira, que teve um crescimento de 3,2% em agosto se comparado ao mês de julho. Comparado ao mesmo período do ano passado, ainda há uma retração de 2,6%. Os principais destaques desta retomada foram as indústrias têxtil e de metalurgia com destaque especial ao crescimento acelerado da indústria automotiva (bem de consumo durável).

Já olhando o cenário de agosto/20 com agosto/2019 os três principais crescimentos da indústria foram: Fumo com 12,7%, Bebidas 11,7% e Mobiliário com 11,3%. Os três setores industriais, ainda mais impactados nos últimos 12 meses foram Impressão e Reprodução de Gravações -57,9%, Outros Equipamentos de Transporte -29,9% e a própria Indústria de Veículos já citada com -25,6%.

OURO

A cotação do grama do Ouro teve uma variação positiva de 0,54% no dia. cotado a R$ 347,23. No mês de Outubro o Ouro apresenta está positivo em 2,07%, no ano uma alta de 77,21% e, nos últimos 12 meses, tendo como parâmetro, a cotação em 02 de outubro de 2019 onde o grama estava cotado em R$ 199,11 o que representa uma valorização de 74,39% no período.








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