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Estou endividado e agora? Parte 1

Atualizado: 23 de jan. de 2021

De imediato lhe passo uma informação importante: Há solução! Atualmente há mais de 60 milhões de brasileiros nesta situação, onde as contas não fecham e as despesas e dívidas contraídas se acumulam.

A proposta aqui não é sermão e nem acusação, mas sim a possibilidade de se encarar a situação de frente e QUERER MUDAR esse cenário. Então vamos para algumas dicas. Procure refletir e também fazer seu próprio relatório de mudança para esta semana. Na semana que vem concluímos a segunda parte:


Fonte: IG Economia

1) PROPÓSITO: Você sabe por que é importante mudar este cenário?

Esta palavra "propósito", nos dias atuais, está mais que batida, porém é essencial agora para a sua reflexão nas finanças. Você compreende o motivo pelo qual precisa mudar o cenário atual de dívidas? É importante reforçar esta questão, pois se você compreende que fez tudo certo até então e as circunstâncias que você está vivendo foram causadas pelos outros, não vai adiantar em nada ler o resto do texto. Boa parte dos problemas atuais enfrentados por você nas finanças se deve à falta de capacidade em dizer NÃO em algumas situações passadas que ocorreram, seja ter emprestado dinheiro para alguém e não recebido, ter gasto dinheiro em consumo além do que poderia, ter utilizado seus limites de crédito em Banco e no Cartão sem controle algum, comprar coisas mais para poder mostrar algum "status" para os outros, do que você mesmo querer ou precisar, e várias outras situações que você deve refletir. Então procure responder a primeira questão: Por qual motivo você pretende mudar sua situação financeira atual?

2) CULTURA COM O DINHEIRO: O que dinheiro representou para você até ontem?

Outra questão importante para você refletir. Na sua opinião, até ontem rsrs, o dinheiro foi feito apenas para se gastar, para viver somente o hoje, para poder comprar coisas etc.? Uma fase excelente para construir suas reservas financeiras acontece no período em que você é jovem, mora com os pais e está com o seu emprego, pois não há explicação para uma pessoa cuja renda é somente para seus gastos pessoais e não precisa ajudar em casa, não conseguir fazer uma reserva financeira.

Quando uma pessoa casa é natural que aquelas reservas financeiras construídas no período de solteiro diminuirão, pois é o momento da sua construção pessoal de vida, na compra de um imóvel, bens e gestão da própria casa com o seu companheiro(a) sem depender mais dos pais. É um período de aumento dos gastos de despesas fixas, onde se o casal tem as contas equilibradas irá ser um período mais tranquilo de encarar.

E se tiver filhos no caminho? Se prepare, pois você terá um período de redução dos seus gastos pessoais, em troca de um aumento nos gastos com os filhos e o período é looooonngoooo (vestuário, alimentação, medicamentos, escolinha, festinhas, infância, adolescência, juventude etc). Nesse período é que pode acontecer uma crise financeira e um casamento sucumbir, pois as contas não fecham, as brigas e acusações aumentam e pode se tornar uma situação insustentável.

Se você trabalhou a cultura do dinheiro, quando jovem, irá encarar esta situação de forma muito tranquila e equilibrada. Então fica a segunda questão: O que é o dinheiro para você?



3) SEU TIME: Com quem você pode contar?

Antes de qualquer decisão precipitada e que você se arrependa muito depois, procure AJUDA! Não falo em pedir ajuda financeira, mas ter alguém para desabafar e que você possa ter alguma orientação. Não encare uma crise financeira sozinho, pois é um período de forte exclusão social, rejeição e muito difícil para quem está vivendo isso. Esta ajuda pode vir internamente, em você conversar com o seu par ou com os seus pais de forma franca e equilibrada, mas para buscar propostas e mudanças e não virar um ambiente de acusações. Externamente, procure apoio de um profissional em psicologia, consultoria financeira, amiga(o) próximo, cursos na área e participação em fóruns, leitura de livros sobre o tema etc. O "olhar de fora" pode lhe trazer uma nova perspectiva, maior segurança e autoconfiança nas decisões que você terá que tomar de agora em diante.

E finalizo o tema da semana com a última pergunta: Quem você vai procurar para desabafar e pedir orientação?

Lhe peço que anote num caderno estas três questões procure respostas para elas e na próxima semana irei complementar com outras três situações que você deve seguir.


Vamos ao RESUMO DA SEMANA NO MERCADO FINANCEIRO


BOLSA DE VALORES

O Ibovespa fechou a sexta em alta de 1,51% a 102.142,93 pontos, porém com uma alta acumulada na semana praticamente de lado em 0,61%. No ano a Bolsa ainda está negativa em 11,68%.

Na terra do Tio SAM a semana foi positiva, pois o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, os dois últimos em níveis recordes, avançaram entre 2,6% e 3,4% na semana, muito pelo motivo do discurso do com fôlego estendido pelo Jerome Powell, presidente do Fed, na última quinta-feira, sobre tolerar uma eventual inflação acima da meta de 2% ao ano.

DI

O comportamento da taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 2,82% ao ano, 4,01% para janeiro de 2023 e 5,82% para janeiro de 2025. Para janeiro de 2027 a Taxa DI projetada já sobre para 6,78. A queda percebida na projeção dos juros se deve à reação do mercado sobre o repasse do BC ao Tesouro no valor de R$ 325 bilhões, autorizado pelo CMN Conselho Monetário Nacional.

DÓLAR

O dólar caiu 3,5% nos últimos dois dias e fechou a cotação em R$ 5,4156. Em agosto, a moeda mantém um crescimento de 3,78%, enquanto no ano de 2020 sua rentabilidade está com uma alta de 34,95%.

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

IFIX: o índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários, é composto pelas cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários listados na B3 subiu 0,17% na sexta e fechou a 2.781,74 pontos. A rentabilidade na semana ficou em 0,14%.

OURO

A cotação do grama do Ouro sofreu uma queda na semana e fechou com o valor de R$ 340,27. Como parâmetro, em 29 de agosto de 2019 o grama estava cotado em R$ 204,75 o que representa uma valorização de 66,19% no período de um ano.


Uma ótima semana para todos!

Fontes: Banco Central do Brasil; Bullion-Rates; Capital Research; Capitalizo; CNN Business; Corecon; Dica de Hoje; Dinheiro Rural; Faria Lima Elevator; How Much; Nord Research; Suno Research; XP Investimentos; Warren

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