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Três formas simples de falar e praticar educação financeira com seus filhos

"Minha relação com investimentos começou na infância, ouvindo meu pai falar sobre as empresas." Louise Barsi, a filha do bilionário Sr. Luiz Barsi Filho, ex-engraxate, e o maior investidor pessoa física na Bolsa de Valores brasileira

Quis representar o Dia das Crianças nestas duas pessoas, que não sei se você as conhece, mas que têm uma feliz trajetória, nas relações de família e finanças. São elas: o Sr. Luiz Barsi Filho e a sua filha Louise Barsi. Como economista, tenho muito orgulho em ter a assinatura do Sr. Luiz na minha carteirinha do CORECON, e saber que a Louise seguiu a trajetória de sucesso do pai.

Querem conhecer um pouco mais sobre eles, investir de forma consciente e aprender como aplicar os ensinamentos da família Barsi? clique no site da AGF (Ações Garantem o Futuro) e comece a sua jornada nas finanças pessoais.

Agora vamos ao tema da semana.

Quando você era criança consegue lembrar como era a relação da sua família com o assunto dinheiro? As imagens que vem à mente são de lembranças positivas ou de períodos mais complicados vividos pelos seus pais? Você lembra de ganhar presentes e sair desfrutando deles pela rua, junto aos amigos e familiares, ou foi um período que você prefere esquecer? Você consegue lembrar se, de alguma forma, a família guardava algum dinheiro para você, seja depositando num cofrinho, ou numa poupança no Banco, ou mesmo num plano de previdência privada, ou você mesmo, ao crescer, é que teve que assumir o protagonismo da sua vida financeira e compreender que isto era importante para a sua vida?

No dia 12 de outubro comemoramos em nosso país o Dia das Crianças. Este período é lembrado pelo grande movimento nos shoppings, sites de e-commerce e lojas físicas do comércio, para a compra de brinquedos, roupas e afins, que irão proporcionar a alegria da criançada com os presentes recebidos.

Escutamos nas reportagens nesse período do ano uma frase clássica dos pais: Quero dar ao meu filho o que eu não tive. Várias vezes, os pais acabam se endividando, para preencher esta lacuna de quantidade de presentes, como se, no inconsciente, fica a percepção que ele está se dando uma compensação na história e não que o foco seja mesmo o seu filho ou filha.

Em sã consciência, não há lógica em se endividar para presentear o filho, pois o preço lá na frente será pago de outra forma.

Ao lidarmos com as crianças há um conflito de preço x valor. Medimos as coisas compradas pelo seu preço e queremos que as crianças valorizem isso em nós, porém, elas lidam com Valor e não com preço.

Por isso vamos deixar aqui três sugestões para você mudar olhar sobre esta relação estabelecida. Deixar de dar presentes? Não, não é sobre isso que estamos falando. O que vamos buscar abordar aqui é um equilíbrio nisso tudo:


COMPREENDA QUE A RELAÇÃO DA CRIANÇAS COM OS BENS É DIFERENTE DO NOSSO OLHAR ADULTO CONSUMISTA

Lembro até hoje de uma cena com a minha filha do meio, chamada Cíntia (Tita), que me despertou a atenção para uma relação de preço e valor que eu não tinha percebido até então.

Certa vez, compramos uma boneca Barbie de presente para ela, toda luxuosa nas suas vestes de princesa, com uma caixa linda e que tinha, na parte do fundo da embalagem, uns imãs de geladeira com pecinhas de roupa da Barbie para brincar. Mas, o charme era todo o luxo da boneca (e que foi cara rsrs) que ela estava recebendo. No meu íntimo, mesmo de forma não intencional, estava com a expectativa que ela valorizasse todo àquele aparato e que eu recebesse uma compensação de gratidão por um presente tão caro (coisas do materialismo de nós adultos rsrs).

Para a minha surpresa, me deparo com a seguinte cena: A "luxuosa" Barbie estava abandonada no tapete da sala e vejo, em seguida, a Tita sentada num banquinho da cozinha, em frente à porta da geladeira, com a caixa do presente na mão e brincando com os imãs de geladeira, e ali ela ficou por horas.

Sim, esta cena foi um divisor de águas na minha vida, onde vi na prática, o que teoricamente já tinha lido em vários livros, mas não compreendido: preço e Valor são coisas diferentes.

DICAS: Compre de acordo com as suas condições financeiras atuais, pague à vista e evite se endividar. Sua filha, seu filho, irão ver Valor em você, mesmo que o presente seja o mais simples possível que você pode dar. O Gustavo Cerbasi, em seu seu livro A Riqueza da Vida Simples, também trata desta relação.


PRATIQUE O HÁBITO DE LER GIBIS E LIVROS DE EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA SEUS FILHOS

Já que iremos comemorar o Dia das Crianças, o que vocês acham da ideia de baixar alguns gibis e livros gratuitamente para vocês lerem e desenharem com os seus filhos? Acessem este link da TC School e baixem à vontade.

A DSOP também faz um trabalho muito bom sobre educação financeira para as crianças, com materiais disponíveis para leitura. Acesse por aqui.

DICA: Há nestes materiais citados livros em que a criança pode colorir. Entre no lúdico, participe, esteja presente. Você não tem a cultura de ler, ou mesmo, não lida com a educação financeira? Este pode ser o melhor momento para você começar, presentear e transformar a sua jornada.


ESTABELEÇA UM PLANEJAMENTO FINANCEIRO PARA INVESTIR

Atualmente há várias possibilidades no mercado financeiro para você começar a formar uma reserva financeira para os seus filhos, mas se você acha complicado, segue abaixo algumas dicas simples para dar um "start".

O cofrinho: Uma prática importante para iniciar, pode ser em ter um cofrinho para nele depositar moedas e notas de pequeno valor. Quando o cofrinho estiver cheio, abra-o junto com as crianças, mostre o quanto valeu o esforço e vá no Banco depositar na conta do filho. É um ato simbólico, mas que a criança irá perceber valor disso no futuro.

A clássica caderneta de poupança: é simples e prática de abrir. O foco não é se preocupar neste início com uma ampla gama de possibilidades de investimentos, mas sim de apenas de criar um novo hábito na criança.

Investimento em Fundos a partir de 1 real: atualmente vários Bancos possibilitam aplicar em um Fundo a partir de R$ 1. Neste caso, não há nem a necessidade de abrir uma conta específica para a criança, pois você pode determinar que aquele fundo de investimento será destinado exclusivamente para formar uma reserva financeira para ela.

Previdência privada: Da mesma forma que os fundos, uma outra possibilidade é fazer uma previdência privada para seu filho com um objetivo de, no futuro, ter uma reserva para bancar sua faculdade ou iniciar um negócio próprio.

Espero que estas dicas te incentivem a dar um começo, ou mesmo um recomeço na educação financeira da família.

DICA: As três sugestões de investimentos citadas são fáceis de fazer principalmente nos Bancos de grande porte. Pesquise no app ou fale com o seu Gerente.


Aproveitem o feriado e um Feliz Dia das Crianças.



Fontes: AGF; ANBIMA; CORECON; Dica de Hoje; DSOP; EQI; Faria Lima Elevator; Stock Pickers; TC School; XP Inc


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