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Três indicadores financeiros essenciais para todo Empreendedor cuidar melhor das finanças

Atualizado: 23 de jan. de 2021

"Não se agonie. Organize-se." Florynce Kennedy



Boa parte dos empreendedores tem três objetivos essenciais quando monta o seu negócio: qual produto ou serviço que ele irá oferecer, quanto ele pretende (ou precisa) vender desse produto ou serviço e qual o lucro que ele deseja obter desse esforço.

Com isso em mente, o empreendedor vai a campo para realizar tudo isso. Mas não falaremos de Custos???? Puxa, infelizmente tenho uma má notícia sobre isso: vários empreendedores não acompanham muito a questão dos custos e se falarmos do setor de Serviços então, a situação é um pouco mais complicada, pois há uma grande dificuldade em calcular o custo intelectual do profissional e o tempo envolvido nisso.

Como exemplo: se um mecânico falar que a peça custa R$ 500,00 o cliente concorda em pagar porque é tangível na percepção dele, mas na hora em que o mecânica falar que mais R$ 500,00 foram da mão de obra, o cliente vai dizer: Poxa tudo isso de mão de obra?


No mercado de ações temos o hábito de acompanhar trimestralmente mais de 20 indicadores econômico-financeiros, dos papéis da carteira, para com isso minimizar risco e tomar decisões mais racionais e seguras nesse tipo de investimento variável.

Separamos cinco desses indicadores, que julgamos essenciais, para o pequeno e médio empreendedor também aplicarem na avaliação financeira dos seus negócios.

Vamos então para as cinco dicas para você acompanhar melhor as finanças da sua Empresa, sem que ela acabe com sua energia ou domine seu tempo.

1) VENDAS

Essa foi fácil né? Vamos com este ponto de partida. Uma sugestão de cara: faça uma análise POR TRIMESTRE, semelhante as empresas de Capital Aberto na Bolsa, pois pode lhe dar uma percepção melhor do desempenho das vendas, pois todo mundo tem aquele mês em que nada deu certo. Normalmente no item Vendas é interessante você separar a informação em três análises:

1) Total de Vendas no Trimestre.

2) Se a sua empresa já tem mais de um ano compare percentualmente o quanto cresceu o volume de vendas do trimestre, comparado ao mesmo período do ano anterior. Exemplo: 1º trimestre de 2021 você irá comparar com o 1º trimestre de 2020.

3) E, por último, qual foi o crescimento percentual comparado com o trimestre anterior. Exemplo: 1º trimestre de 2021 você irá comparar com o 4º trimestre de 2020.

Crie esse hábito, pois vai lhe auxiliar muito começar a praticar a comparação do desempenho das vendas da empresa, na sua forma de crescimento e, por consequência, irá lhe possibilitar fazer um planejamento melhor das suas compras.

2) CUSTO

Esta é uma palavra que gera pânico, principalmente em como apurar esses custos. Só precisamos saber separar Custos (diretamente ligado à atividade) das Despesas (gastos não relacionados diretamente com a produção).

Como exemplo, vamos utilizar o mesmo caso citado do mecânico acima. Tudo o que foi utilizado para a manutenção de um veículo (peças, mão de obra, energia elétrica etc.) isso representa Custo. Agora, o pagamento da máquina de café da empresa já se considera uma Despesa.

Se você não tiver ainda muita familiaridade com os custos, vamos neste momento dividir o custo em dois blocos: Fixo e Variável.

Custo Fixo é tudo que você terá que pagar, de algo relacionado à sua atividade produtiva, independente das vendas aumentarem ou não. Exemplo: seguindo o caso da mecânica, o aluguel do espaço onde é realizada a manutenção do veículo é um custo fixo, pois mesmo se o mecânico tiver atendido apenas um veículo no mês ou cinquenta, o aluguel terá que ser pago.

Custo Variável é o custo relacionado diretamente ao aumento ou queda das vendas. Ele acompanha exatamente o movimento do mês numa empresa. Exemplo: se o mecânico atendeu apenas um carro, o custo com aquisição de peças será menor do que se ele tivesse atendido os cinquenta carros no mês. Para um exemplo mais geral dos dias atuais, vamos olhar a forma de trabalho dos aplicativos de entrega (IFood, Loggi, Uber Eats etc.). O motoqueiro só recebe sobre o que ele efetivamente produziu e a empresa só paga o custo variável das demandas que efetivamente ocorreram.

3) MARGEM BRUTA

Ao visitar um Cliente e conversar sobre MARGEM DE LUCRO da atividade. Há uma diferença de percepções, quanto ao seu conceito. A margem se divide em três etapas: Margem Bruta, Margem Operacional e Margem Líquida.

A Margem Bruta surge depois de você apurar os custos e compreender o quando sobrou para a empresa, demonstrado na forma percentual.

Exemplo: O mecânico cobrou R$ 1.000,00 da manutenção do veículo do cliente e ele teve um custo total de R$ 700,00 para esse conserto. Ou seja, sobraram R$ 300,00.

Se você aplicar o cálculo abaixo Custo Total dividido pela Receita Total você chegará num resultado de 30%. Então, para o veículo atendido, o mecânico teve uma margem bruta de lucro no total de 30%.

Já pode sair gastando então e torrando esse dinheiro? NÃO!!!!

É neste item que uma grande parte de empreendedores confundem as coisas. Primeiro porque esqueceram que este resultado terá que pagar agora as DESPESAS (Administrativas, Marketing/Vendas e Financeiras) e o sócio indireto chamado GOVERNO (Tributos). Depois dessa leva toda aí que surge o LUCRO LÍQUIDO.

Puxa, depois então que sobrar o Lucro Líquido já podemos torrar essa grana? Segue a mesma resposta anterior rsrs, pois parte desse lucro precisa ser utilizado para reinvestir na Empresa. E sempre lembre disso: a Empresa é SUA, não precisa sangrar os recursos dela, pois quanto mais ela crescer, mas valerá o seu negócio.

Você, empreendedor, quer entender melhor sobre esses indicadores, ou mesmo oferecer um treinamento para o profissional que está atuando na área financeira? Entre em contato com a Fluir pelo nosso whatsapp, para ter um atendimento mais personalizado e adaptado ao seu estilo de trabalho. Também você pode encaminhar um email. Lembre que a primeira consultoria diagnóstica é gratuita.

Uma ótima semana para todos e vamos ao Resumo semanal do Mercado Financeiro.


Vamos para o Resumo do Mercado Financeiro da Semana

BOLSA DE VALORES

O ano de 2021 começou de forma muito positiva para a Bolsa de Valores, principalmente com as boas notícias da vacinação para a Covid-19. O pregão desta última sexta (08) fechou em 125.076,23 pontos, com uma alta de 2,2%. O volume financeiro da sexta totalizou R$ 45,81 bilhões.

A Bolsa está neste mês de janeiro com uma alta de 5,1%. Nos últimos 12 meses o Ibovespa apresenta uma variação positiva de 7,87%.

DÓLAR

O dólar à vista fechou nesta sexta (8) cotado a R$ 5,416 para venda, com uma alta de 0,324%. Nos últimos 12 meses o dólar apresenta uma alta de 32,61%.

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

IFIX: o índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários, O IFIX apresentou uma ligeira alta nesta última sexta (8), com uma valorização de 0,14%, fechando o dia aos 2.867,40 pontos. No mês de Janeiro o está em queda de 0,10%, e nos últimos 12 meses a rentabilidade está negativa em 9,47%.

OURO

Apesar do mercado ter criado uma boa expectativa para o desempenho do Ouro em 2021, está semana soou o alarme aos comprados no metal, com a pior perda semanal desde novembro. A cotação do grama do Ouro com uma queda desta última sexta de 3,24% cotado a R$ 322,04. No mês de janeiro o Ouro apresenta uma alta de 1,83%. Nos últimos 12 meses a cotação do Ouro apresentou uma valorização de 58,31% no período.

Já no ambiente econômico, conforme dados divulgados da Agência Brasil EBC os VEÍCULOS NOVOS tiveram uma retração em suas Vendas de 21,6% em 2020 na comparação com 2019. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE). Foram emplacados 3,16 milhões de veículos ao longo do ano passado, contra 4,03 milhões em 2019.


Fontes: ANBIMA; ANFAVEA; Bullion-Rates; Capital Research; Capitalizo; CNN Business; CORECON; Dica de Hoje; Endeavor; Nord Research; Sebrae; Suno Research; XP Inc.





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