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Inflação! Era só o que nos faltava para 2020

Atualizado: 2 de nov. de 2020

"A inflação é a única forma de taxação que pode ser imposta sem legislação." Milton Friedman


Além de tudo o que aconteceu em 2020 na nossa sociedade, o nosso final de ano no Brasil traz uma situação econômica, que a geração nascida no século 21 praticamente desconhece: um retorno gradual e assustador da Inflação.


Sim, ela chega aos poucos, sorrateira e na miúda. Escolhe um produto ali, outro produto acolá, um estabelecimento aumenta o preço de um produto X porque aumentou a matéria-prima do produto A, a empresa que produz o produto A alega que só aumentou o preço, por causa do aumento da energia elétrica, da água etc. Um outro estabelecimento percebe que sua conta de luz também aumentou e aproveita para aumentar tudo quanto é produto que dependa de refrigeração e por aí vai.

Mas afinal, o que é a Inflação?



Um dos grandes conflitos econômicos e temas de várias capas de revistas e jornais ao longo de décadas aqui no Brasil, a inflação representa um aumento contínuo e generalizados dos preços das coisas. Contínuo porque se percebe uma frequência na alta dos preços de um determinado bem de forma sistemática e generalizado porque o aumento de preço de uma matéria-prima desencadeia uma série de outros aumentos nos produtos que dependem dessa mesma matéria-prima (ex. um aumento da farinha de trigo irá impactar nos preços do pãozinho, da pizza, do bolo caseiro etc.)

O IGP-M atingiu 20,93% nos últimos 12 meses. Tá, mas o que isso afeta a nossa vida?

Nesta semana este indicador foi bastante comentado na mídia, pois, ao lermos esta notícia talvez não fica muito claro o que isto pode representar em nosso cotidiano.

O IGP- M Índice Geral de Preços do Mercado tem como objetivo apurar a variação de preços de matérias-primas agrícolas, bens industriais (preços do atacado) e serviços finais e o seu cálculo é com base na composição de três outros índices: IPA Índice de Preços por Atacado 60% (matérias-primas / commodities). Este índice sozinho subiu 30% nos últimos 12 meses e sofre com a desvalorização do real. Outros 30% é representado pelo IPC Índice de Preços ao Consumidor (gastos do consumidor) e subiu 3,88% nos últimos 12 meses. Os outros 10%do índice é do INCC Índice Nacional de Custo da Construção (custos de construções habitacionais) e cresceu 6,64% nos últimos 12 meses.

Percebam que há um descasamento enorme nos resultados entre entre IGP- M 20,93% e o IPCA Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (índice oficial de inflação do Governo) que está em 3,14% em 12 meses e aí temos precisamos entender melhor esta diferença.

Mas qual a relação entre o IGP-M e os Pequenos e Médios Negócios dentro do Ecossistema?





Pensa numa grande onda se formando no oceano. Podemos neste blog chamar de IGP-M. Esta onda esta indo em direção aos pequenos e médios negócios, e à sociedade que estão no raso e na areia da praia brincando, tomando sol, conversando com amigos etc. Vamos chamar essa situação aqui de IPCA. Essa onda chamada IGP-M irá desaguar no consumo das pessoas, impactar os custos dos pequenos e médios negócios e o IPCA começa a sentir os estragos que o IGP-M causou.

O ponto fundamental é que boa parte dos pequenos negócios e pessoas que estão na areia da praia, não percebem essa onda chegando.

A retomada da Economia começa pelo aumento da demanda das matérias-primas, porém como tivemos um período crítico da pandemia (março até julho), onde praticamente o Estado definiu o fechamento de todos os estabelecimentos, exceto os considerados essenciais, boa parte das linhas de produção ficaram paradas ou com produções reduzidas para que eles não ficassem com estoques excedentes. Como, de repente, tudo abriu novamente e o consumo tinha uma demanda represada, os estoques disponíveis para atender esta retomada não são ainda suficientes o que gera o aumento de preços por parte dos produtores devido uma chamada inflação de demanda.

Vamos para como exemplos três ingredientes importantes para uma pizza: farinha de trigo, tomate e queijo mussarela.

Conforme dados da CEPEA Esalq-USP a saca de 60k da Farinha de Trigo subiu 51,08% nos últimos 12 meses, A caixa com 23k de Tomate subiu 77,92% nos últimos 12 meses e a tão demandada mussarela subiu 71,81% nos últimos 12 meses conforme também dados da CEPEA. Percebam que, se uma pizzaria resolvesse repassar ao consumidor todos os aumentos sofridos (e isso não estamos nem falando nos custos de embalagem, dos apps de entrega e demais matérias-primas), o consumidor de uma simples pizza de mussarela teria sofrido um aumento aproximado de quase 70% no preço, se comparado ao ano anterior. Praticamente o estabelecimento perderia o Cliente para algum concorrente, ou mesmo desistiria da comprar. E isso estou falando de um setor que praticamente continuou em pleno vapor durante a pandemia, principalmente com as pessoas em casa.

Agora pensem em setores como cosméticos, roupas, móveis etc. que agora estão retomando o mercado e já sofrendo um peso desse nos seus custos?

Além da matéria-prima, um outro fator que chama a atenção é referente o repasse do IGP-M para os aluguéis, onde, convenhamos, a maioria dos estabelecimentos comerciais e de serviços em nosso país são alugados. Agora, além estar com um demanda se recuperando, os custos mais elevados, o locador agora também que aumentar, por direito, o valor do aluguel. Imaginem então para quem tem um estabelecimento num shopping que ficou fechado todo este tempo e agora o locatário tem que negociar todo os aluguéis atrasados?

Algumas dicas importantes para este momento econômico

1) Hora de conversar e negociar sobre o aumento no valor do aluguel

Para quem tem o contrato vencendo agora, ou nos próximos meses, é importantíssimo se antecipar e procurar a(o) proprietária(o) do estabelecimento para um acordo sobre o % que será aplicado no seu aluguel. Se você ainda não tinha percebido que o IGP-M acumulado tinha passado de 20% acompanhe este índice regularmente. Ele é divulgado todo último dia útil de cada mês.

2) Leve sua planilha de custos e do Fluxo de Caixa

É importante todo e qualquer Empreendedor ter uma noção clara que quais produtos, serviços e matérias-primas seu estabelecimento depende e pesquisar quanto estes itens subiram percentualmente em 12 meses. Isso pode lhe dar mais clareza de por onde começar a administrar melhor seus custos. Quer uma dica sobre isso e não sabe por onde começar? Entre em contato pelo whats da Fluir e marque sua primeira consultoria diagnóstica gratuita.

3) Cuidado ao querer repassar seus custos diretamente ao Consumidor

Há dois tipos de Bens e Serviços finais oferecidos ao consumidor: bens essenciais e bens não essenciais. Mas o que isso quer dizer? Se você trabalha com o comércio de bens essenciais (ex. um Hortifruti) a possibilidade de você repassar esse custos ao consumidor final é um pouco mais viável, do que um estabelecimento que trabalha com produtos ou serviços não essenciais (ex. uma Loja de Roupas), pois, por exemplo um consumidor não deixa faltar o café em casa, mas se não tiver com condições financeiras, ele deixa de comprar uma roupa naquele mês e vai se virando com o que tem.

A Fluir Investimentos quer possibilitar ao estabelecimento tenha melhor condições econômicas e financeiras para tocar o seu dia a dia, através de uma organização nas finanças. Fazemos exatamente as análises necessárias dos principais custos, auxiliamos na elaboração e análise do fluxo de caixa, além de treinarmos tanto os donos como as pessoas responsáveis que tocam o dia a dia da área financeira, para saberem elaborar e interpretar os resultados, além de negociar melhor com os Bancos. É hora de cuidar melhor das finanças do seu negócio.

Uma ótima semana para todos e vamos ao resumo do mercado financeiro

BOLSA DE VALORES

Semaninha difícil para a Bolsa de Valores, pois mesmo com resultados do 3º Tri muito positivos no Setor Financeiro e de outros segmentos que apresentaram seus resultados, a Bolsa sente os efeitos imediatos da segunda onda da Covid19 na Europa e EUA, incertezas nas eleições americanas e, internamente, uma crise política e econômica, principalmente no ambiente fiscal. O Ibovespa fechou a sexta negativa em 2,72% aos 93.952,40 pontos, na semana apresentou uma queda em 7,22%. No mês, o índice também está negativo em 5,45%, no ano de 2020 -18,76% e nos últimos 12 meses a rentabilidade continua negativa em 13,16%. O volume financeiro da sexta totalizou R$ 22,11 bilhões.

Divulgação de Resultados do 3º tri: Nesta semana destaco algumas empresas que apresentarão a teleconferência dos seus resultados:

Dia 4: Itaú-Unibanco (ITUB4), Klabin (KLBN11) e Movida (MOVI3) e Dia 5: Ultrapar (UGPA3) Dia 6: Banco do Brasil (BBAS3), Engie (EGIE3) e Lojas Renner (LREN3). Para você assistir às teleconferências se cadastrem no mailing das empresas digitando no Google, por exemplo, WEG RI para ter acesso ao site institucional.

DÓLAR

O dólar à vista fechou a sessão de sexta com uma queda de 0,42% com a cotação a R$ 5,7379 na venda e na semana uma valorização de 2,14%. No mês de outubro, o dólar já está com uma alta de 2,26%. Já, no ano de 2020, acumula uma alta de 42,75% e nos últimos 12 meses uma alta de 43,92%.

OURO

A cotação do grama do Ouro teve uma variação praticamente nula de -0,03% no dia cotado a R$ 346,93. No mês de Outubro o Ouro apresenta uma variação positiva de 1,98%, no ano uma alta de 77,06% e, nos últimos 12 meses, tendo como parâmetro, a cotação em 30 de outubro de 2019 onde o grama estava cotado em R$ 191,85 o que representa uma valorização de 80,83% no período.

PRATA

A cotação do grama da Prata teve uma variação positiva de 1,16% no dia cotado a R$ 4,3669. No mês de Outubro a Prata apresenta uma variação positiva de 4,15%, no ano uma alta de 88,5% e, nos últimos 12 meses, tendo como parâmetro, a cotação em 30 de outubro de 2019 onde o grama estava cotado em R$ 2,2911 o que representa uma valorização de 90,6% no período.


Fontes: ANBIMA; Bullion-Rates; Capital Research; Capitalizo; Chicago Investimentos; CNN Business; Corecon; Dica de Hoje; Endeavor; Faria Lima Elevator; Geekonomics; How Much; Minhas Economias; Nord Research; Sebrae; Suno Research;






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